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Holanda-AM teve atletas cortados da Copinha por suposta ligação com o crime, diz diretor

Esportes, Policial
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23/01/2019 16:08

Líder da delegação amazonense, Thiago Durante revela que parte ficou fora por "ostentação" incompatível com padrão de vida. Cortado da lista, zagueiro foi assassinado recentemente

Morgana Rodrigues/Holanda
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O diretor de categorias de base da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Thiago Durante, confirmou, nesta terça-feira, que parte dos atletas cortados do Holanda-AM, que disputou a Copinha este mês e teve a pior campanha da competição, saiu do grupo por um suposto envolvimento com o crime.

Segundo ele, a medida de excluir os jogadores foi tomada para preservar a integridade dos demais garotos, apesar de não revelar quem e quanto seriam os atletas envolvidos no caso.

Em um programa na internet, o diretor chegou a afirmar que a namorada de um jogador teria sido assassinada, e que o crime tinha suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

Ao GloboEsporte.com, por telefone, ele informou que os jogadores foram afastados após uma mudança súbita de comportamento e ostentação de posses de origem duvidosa, incompatíveis com padrão de vida dos atletas.

– No dia a dia dos clubes e dos treinamentos a gente tem como saber e perceber uma mudança de postura mais drástica. A gente sabe quando um atleta chega para o treino num transporte que não é aquele que ele costuma usar, quando ostenta objetos caros mesmo sem ter um padrão de vida que justifique aquilo – disse

– Quando começamos a suspeitar de alguns atletas, investigamos e descobrimos que eles tinham envolvimento com ilícitos, e aí decidimos cortá-los do grupo – acrescentou.

Durante afirma que a decisão foi necessária para proteger a integridade dos demais jogadores, reiterando a responsabilidade dos clubes de trabalhar também o aspecto social dos atletas.

– Tivemos que tomar essa atitude, pois era o que estava ao nosso alcance naquele momento, mas a responsabilidade dos clubes com esses meninos tem que ser muito maior. É preciso que se adotem mecanismos para que através de palestras, psicólogo ou mesmo uma conversa com os pais, se possa verdadeiramente entrar na base e fazer alguma diferença. É preciso saber como funciona a vida do menino fora das quatro linhas – completou.

G1