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Amin diz que reformas econômicas são mais importantes que o caso Queiroz

Notícias, Política
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24/01/2019 10:15

Candidato à presidência do Senado, catarinense eleito pelo PP participou de entrevista na GloboNews

Foto: Felipe Carneiro/NSC)
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O senador eleito Esperidião Amin (PP-SC) afirmou, nesta quarta-feira (23), que as reformas econômicas são mais importantes do que a suspeita de corrupção envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O político catarinense participou de um programa na GloboNews, ao lado dos deputados eleitos Tábata Amaral (PDT-SP) e Major Vítor Hugo (PSL-GO). Os três foram entrevistados pelo jornalista Gerson Camarotti.

— Todas essas questões (investigações) têm ferramentas para serem apuradas. Mas nenhuma dessas questões tem mais prioridade do que as pautas econômicas — disse o futuro senador, ao citar as reformas tributária e da Previdência.

Queiroz e outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) estão em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações financeiras atípicas.

Disputa pelas presidências do Senado e da Câmara

Amin já se colocou como um dos candidatos à disputa pela presidência do Senado, mas não aparece entre os favoritos para ganhar o cargo. O catarinense tem boa relação com o presidente Bolsonaro.

Além da questão envolvendo as investigações contra a família do presidente, Amin falou sobre as expectativas para as disputas das presidências não só do Senado, mas também da Câmara. Para o parlamentar, o governo não deve interferir em nenhuma das eleições.

Ele lembrou ainda que a fragmentação de partidos nas duas casas pode dificultar as ações do Executivo, caso haja uma atuação mais incisiva por parte do presidente.

— Pode afetar, na medida em que o envolvimento do governo trouxe prejuízo à governabilidade. A interferência do governo na escolha do presidente da Câmara e do Senado não é boa — acredita.

Para Amin, nesse novo momento do Brasil, os parlamentares devem entender o recado que as urnas passaram à classe política.

— As respectivas casas têm que ter a percepção de que o país demonstrou que quer a mudança de processos que deem melhores resultados.

NSC Total